GUERRA DO VIETNÃ

Ao longo de sua história, o
território vietnamita foi marcado por uma longa sucessão de conflitos e
guerras. Durante o período imperialista, o Vietnã – juntamente com o Laos e o
Camboja – foi alvo da dominação política e econômica exercida pelos franceses.
No entanto, no ano de 1939, um grupo político comunista liderado por Ho Chi Min
encabeçou uma luta contra a presença francesa na região. Logo depois, esse
mesmo movimento teve que fazer frente ao interesses imperialistas japoneses na
região.
Passado os conflitos da Segunda
Guerra, os vietnamitas ainda tiveram que sofrer com as lutas travadas na Guerra
da Indochina, conflito onde a França tentou retomar o controle da região. Essa
guerra só chegou ao fim quando os comunistas ligados à Liga da Independência
conseguiram derrotar os franceses na Batalha de Diem Bien Phu, em maio de 1954.
Depois disso, as negociações diplomáticas firmadas com o Tratado de Genebra
dividiram o país em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul.
Entretanto, segundo esse mesmo tratado,
um plebiscito deveria decidir se o território vietnamita seria reunificado ou
mantido em dois diferentes Estados nacionais. Naquela época, a possibilidade de
reunificação do território sob o comando de um regime socialista apavorava as
pretensões políticas e econômicas das grandes nações capitalistas. Por isso,
naquele mesmo ano, Ngo Dinh Diem, primeiro-ministro do Vietnã do Sul, implantou
uma ditadura anticomunista apoiada pelos Estados Unidos.
Paralelamente, os Estados Unidos
começaram a enviar tropas e fornecer treinamento militar para que a nova
ditadura sulista tivesse condições de impedir a ação dos comunistas do Vietnã
do Sul. Em resposta, os grupos comunistas sul-vietnamitas – naturalmente
apoiados por Ho Chi Min – criaram a Frente Nacional de Libertação (FNL),
movimento guerrilheiro dedicado a por fim na intervenção norte-americana na
região.
O conflito entre o norte e o sul
começou em 1957, quatro anos depois os EUA passaram a participar do confronto,
enviando conselheiros militares. Logo em seguida, com o assassinato de Dinh
Diem, os EUA começaram a utilizar de seus exércitos para lutar contra o avanço
do vietcongues, nome dado aos comunistas que participaram da guerra. Para
justificar sua ação, os EUA acusaram o Vietnã do Norte de participar do ataque
a embarcações norte-americanas no Golfo de Tonquim.
Em tese, a superioridade bélica
das forças ocidentais deveria fazer daquela guerra um conflito de curta
duração. O uso de armas de última geração, armas químicas, bombas de
fragmentação e as famosas bombas de napalm garantiriam o triunfo contra os
comunistas. Entretanto, as táticas de guerrilha e o exímio conhecimento
territorial possibilitaram vitórias significativas aos vietcongues. A primeira
delas ocorreu em janeiro de 1968, período marcado pela famosa “Ofensiva do
Tet”.
A resposta foi logo dada com um
violento ataque, onde os EUA e o Vietnã do Sul provocaram milhares de morte e
acuou cerca de dois milhões de civis refugiados. Ao mesmo tempo, diversos
ataques da opinião pública norte-americana reclamavam da matança de jovens
soldados que lutavam por uma causa não reconhecida por boa parte dos
norte-americanos. Ao mesmo tempo, a cobertura de diversos veículos de
comunicação denunciava os horrores daquele prolongado conflito.
Sem conseguir resolver
militarmente a questão e derrotado em diversos confrontos, o governo
norte-americano saiu da guerra com a assinatura do Acordo de Paris, em 1973.
Nos três anos subseqüentes ainda houve conflitos na região, configurando agora,
uma guerra civil no Vietnã. Em 1976, o grupo comunista venceu a guerra,
formando a República Socialista do Vietnã. Ao total, a Guerra do Vietnã foi
responsável pela morte de três milhões de vietnamitas, contando as perdas
militares e civis.
Artigo do Prof: Rainer Sousa
Equipe Brasil Escola
