segunda-feira, 19 de novembro de 2012

TUPINAMBÁS

O termo tupinambá provavelmente significa "o mais antigo" ou "o primeiro" e se refere a uma grande nação de índios, da qual faziam parte, dentre outros, os tamoios, os temiminós, os tupiniquins, os potiguaras, os tabajaras, os caetés, os amoipiras, os tupinás (tupinaê), os aricobés etc.
Os tupinambás, como nação, dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum, que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e que passou a ser conhecida como o tupi antigo, constituindo-se na língua raiz da língua geral paulista e do nheengatu. Entretanto, normalmente, quando se fala em tupinambás, está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios, cujo objetivo era lutar contra os portugueses, conhecidos pelos tupinambás como peró[1].
Apesar de terem raízes comuns, as diversas tribos que compunham a nação Tupinambá lutavam constantemente entre si, movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas em que os prisioneiros eram capturados para serem devorados em rituais antropofágicos. Autores como o alemão Hans Staden ("História verdadeira e descrição de uma terra de selvagens...") e os franceses Jean de Léry ("História de uma viagem feita à terra do Brasil") e André Thevet ("As singularidades da França Antártica..."), todos do século XVI, além das cartas jesuíticas da época, nos dão notícias muito precisas acerca de quem eram e de como viviam os índios Tupinambás.
Homem tupinambá - pintura de Albert Eckhout (1610 - 1666)
Em todas as tribos tupinambás, eram comuns as referências a "heróis civilizadores", como chama Alfred Métraux em seu livro "A Religião dos Tupinambás". Esses heróis eram divindades que haviam criado ou dado início à civilização indígena (Meire Humane e Pae Zomé — mito ameríndio comum em toda a América Meridional). Também era comum a intercessão dos pajés junto aos espíritos através do uso dos maracás, chocalhos místicos cujo uso era obrigatório em qualquer cerimônia.
Atualmente, existem quatro núcleos de índios Tupinambás no litoral da Bahia: o Pau Brasil, dentro do Território Indígena Caramuru Catarina Paraguassu, composta pelos membros da família Muniz; o Olivença, no município de Ilhéus, com vinte aldeias e 3 864 indígenas e a aldeia Patiburi, no município de Belmonte, com 199 pessoas. Também existem os Tupinambá da Serra do Padeiro, com mais de mil indígenas divididos em 21 aldeias - grupo que se negou a virar escravo nos engenhos e se abrigou no mato (por conta disso, o extinto Serviço de Proteção ao Índio os chamava de "Tupinambá do Mato". Atualmente, lutam pela homologação de suas terras, já demarcadas pela Fundação Nacional do Índio.
Os tupinambás da Região Sudeste do Brasil tinham um vasto território, que se estendia desde o Rio Juqueriquerê, em São Sebastião / Caraguatatuba, no estado de São Paulo, até o Cabo de São Tomé, no estado do Rio de Janeiro.
O grosso da nação tupinambá localizava-se na Baía da Guanabara e em Cabo Frio, onde fabricavam o gecay, que era a mistura de sal e pimenta que os índios vendiam aos franceses (chamados pelos tupinambás de maíra[2], nome originário de Meire Humane), com os quais se aliaram quando estes estabeleceram a colônia da França Antártica na Baía de Guanabara.
As tentativas de escravização dos índios para servirem nos engenhos de cana-de-açúcar no núcleo vicentino levaram à união das tribos numa confederação sob o comando de Cunhambebe chamada de "Confederação dos Tamoios", englobando todas as aldeias tupinambás desde o Vale do Paraíba Paulista até o Cabo de São Tomé, com invejável poderio de guerra.
É nesse ínterim que Nóbrega e Anchieta teriam sido levados por José Adorno de barco até Iperoig (atual Ubatuba), para tentar fazer as pazes com os índios. Segundo a tradição, Nóbrega voltou até São Vicente com Cunhambebe e o Padre José de Anchieta ficou cativo dos tupinambás em Ubatuba. Nesse período, ele teria escrito o "Poema da Virgem". Fatos lendários e fantásticos teriam ocorrido nesta época do cativeiro, como o milagre de Anchieta: levitar entre os índios, que horrorizados, queriam que ele dali se retirasse pois pensavam tratar-se de um feiticeiro.
Distribuição dos grupos de língua tupi na costa no século XVI
Seja como for, os padres, com muita diplomacia, conseguiram desmantelar a Confederação dos Tamoios, promovendo a Paz de Iperoig, o primeiro tratado de paz das Américas. Diz-se que, depois de feitas as pazes, Nóbrega advertiu os índios de que, se voltassem atrás na palavra empenhada, seriam todos destruídos, profecia que, de fato, se concretizou. Quando os portugueses atacaram os franceses do Rio de Janeiro, estes pediram ajuda aos índios, que acudiram a seus aliados. Isto levou ao extermínio dos tupinambás que moravam em aldeias em torno da Baía da Guanabara, na segunda metade do século XVI. Os que conseguiram se salvar foram os que se embrenharam nos matos com alguns franceses e os índios tupinambás de Ubatuba que, para não ajudarem os irmãos do Rio e não correrem riscos, ou se embrenharam nos matos ou foram assimilados pelos colonos em Ubatuba, gerando a atual população caiçara daquela região assim como a população cabocla do Vale do Paraíba Paulista e Fluminense.
Contudo, o golpe fatal aos tupinambás foi o ataque ao último reduto francês em Cabo Frio, com a destruição de todas as aldeias. Tudo destruído com fogo e passado ao fio da espada. Os sobreviventes ou se refugiaram nos matos e migraram para outras regiões ou alguns poucos ainda, no final do século XVI, podiam ser encontrados numa aldeia de índios cristãos próxima da então recém-fundada cidade do Rio de Janeiro, local onde morreu e foi enterrado o Padre Nóbrega.
Por esses motivos e por algumas declarações que denotariam em tese conivência com o extermínio indígena é que o Padre José de Anchieta tem sido considerado muito polêmico até os dias atuais, embora, noutras oportunidades, tenha declarado que se entendia melhor com os índios do que com os portugueses.
Origem Wikipédia

Pink Floyd no live 8, simplesmente sublime. O último encontro da formação clássica.


AC DC live In Madrid, incendiando a galera


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Arnaldo Antunes, sensibilidade a flor da pele. Abolutamente maravilhoso.


Legião Urbana - Teatro do Vampiros


Era Napoleônica e Congresso de Viena




ERA NAPOLEÔNICA - CONGRESSO DE VIENA

A sociedade francesa estava passando por um momento difícil com os processos revolucionários ocorridos no país, de um lado com a burguesia insatisfeita com os jacobinos, formados por monarquistas e revolucionários radicais, e do outro lado as tradicionais monarquias européias, que estavam temendo que os ideais revolucionários franceses se difundissem pelos seus reinos.
O governo do Diretório foi derrubado na França sob o comando de Napoleão, que junto com a burguesia, instituiu o "consulado", primeira fase do governo de Napoleão. Este golpe ficou conhecido como golpe 18 de Brumário' (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de Novembro do calendário gregoriano) em 1799. Muitos historiadores alegam que Napoleão fez questão de evitar que camadas inferiores da população subissem ao poder.
O fim do processo revolucionário na França, com o Golpe 18 de Brumário, marcou o início de um novo período na história francesa, e conseqüentemente, da Europa: a Era Napoleônica.
Seu governo pode ser dividido em três partes:

1. Consulado (1799-1804)
2. Império (1804-1814)
3. Governo dos Cem Dias (1815)

Consulado
O governo do consulado de Napoleão foi instalado após a queda do Diretório. O consulado possuía características republicanas, além de ser centralizado e controlado pelos militares. No poder Executivo, havia três pessoas que eram responsáveis: os cônsules Roger Ducos, Emmanuel Sieyès e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais tinha força e poder no Executivo era Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsul da República.
Novas instituições foram criadas com a Constituição de Dezembro de 1799, com cunho democrático, eram criadas para disfarçar o seu centralismo no poder. As instituições criadas foram o Senado, Tribunal, Corpo Legislativo e o Conselho de Estado. Mas o responsável pelo comando do exército, pela política externa, pela autoria das leis e quem nomeava os membros da administração era o primeiro-cônsul(Napoleão Bonaparte).
Quem estava no centro do poder na época do consulado era a burguesia (os industriais, os financistas e comerciantes), e consolidaram-se como o grupo dirigente na França. Os ideais "liberdade, igualdade, fraternidade", da época da Revolução Francesa foram abandonados, e através da forte censura à imprensa e ação violenta de órgãos policiais, a oposição ao governo foi destruída.

Reforma dos setores do governo francês
Durante o período do consulado, uma recuperação econômica, jurídica e administrativa ocorreu na França. Napoleão realizou diversos feitos em áreas diferentes durante este período.

Economia - o Banco da França foi criado, em 1800, controlando a emissão de moedas, reduzindo a inflação. As tarifas impostas eram protecionistas (ou seja, com aumento de impostos para a importação de produtos estrangeiros), o resultado geral foi uma França com comércio e indústria fortalecidos, principalmente com os estímulos a produção e consumo interno.

Religião - com o objetivo de usar a religião como instrumento de poder político, Napoleão assinou um acordo, o Tratado (1801), entre a Igreja Católica e o Estado. O acordo sob aprovação do papa, dava o direito do governo francês de confiscar as propriedades da Igreja, e em troca, o governo teria de apoiar o clero. Napoleão reconhecia o catolicismo como a religião da maioria dos franceses, mas dava o direito de escolher bispos, que mais tarde seriam aprovados pelo papa.

Direito - o Código Napoleônico, um código civil, foi estabelecido, representando em grande parte interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos perante à lei.

Educação - o ensino foi restaurado e a preferência foi a formação do cidadão francês. A educação pública foi reconhecida como importante meio de formação das pessoas, principalmente nos aspectos do comportamento moral, político e social.

Administração - pessoas da confiança de Napoleão eram indicadas aos cargos administrativos.
Após uma década de conflitos gerais no país, com a Revolução Francesa, as medidas aplicadas deram para o povo francês a esperança de uma estabilização do governo. Os resultados obtidos neste período do governo de Napoleão agradaram à elite francesa. Com o apoio destas, Napoleão foi elevado ao nível de cônsul vitalício em 1802, podendo indicar seu sucessor. Esta realização implicou na instituição de um regime monárquico.

Império
A opinião pública foi mobilizada pelos apoiadores de Napoleão, que levou à aprovação para a implantação definitiva do governo do Império. Em plebiscito realizado em 1804, a nova fase da era napoleônica foi aprovada com quase 60% dos votos, e o regime monárquico foi reinstituído na França, e Napoleão foi declarado para ocupar o trono.
Foi realizada uma festa em 2 de Dezembro de 1804 para formalizar a coroação do agora Napoleão I na catedral de Notre-Dame. Um dos momentos mais marcantes da história ocorreu nesta noite, onde um ato surpreendente, Napoleão I retirou a coroa das mãos do Papa Pio VII, que tinha viajado especialmente para a cerimônia, e ele mesmo se coroou, numa atitude para deixar claro que não toleraria alguma autoridade superior á dele. Logo após também coroou sua esposa, a imperatriz Josefina.
Títulos de nobreza foram concedidos aos familiares de Napoleão, por ele mesmo. Além disso, colocou-os em altos cargos públicos. Uma nova corte com membros da elite militar, da alta burguesia e da antiga nobreza foi formada. Para celebrar os triunfos de seu governo, Napoleão I construiu monumentos grandiosos, como o Arco do Triunfo.
O Império Francês atingiu sua extensão máxima neste período, em torno de 1812, com quase toda Europa Ocidental e grande parte da Oriental ocupadas, possuindo 150 departamentos, com 50 milhões de habitantes, quase um terço da população européia da época.

Expansão territorial militar
Neste período, Napoleão realizou uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para França. O exército francês aumentou o seu número de armas e combatentes, e tornou-se o mais poderoso de toda a Europa.
Pensando que a expansão e o crescimento econômico e militar da França era uma ameaça a Inglaterra, os diplomatas ingleses formaram coligações internacionais para se opor ao novo governo francês e ao seu expansionismo. Também acreditavam que o governo francês poderia influenciar países que estavam sob o sistema absolutista e assim causar uma revolta. A primeira coligação formada para deter os franceses era constituída pela: Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia.
Em Outubro de 1805, os franceses usaram a marinha para atacar a Inglaterra por mar, mas não tiveram sucesso, derrotados pela marinha inglesa, comandada pelo almirante Nelson, batalha que ficou conhecida como Batalha de Trafalgar, firmando o império naval britânico.
Ao contrário do fracasso com os ingleses, os franceses venceram os seus outros inimigos da coligação, como a Áustria, em 1805, na Batalha de Austerlitz, além da Prússia em 1806 e Rússia em 1807.

Bloqueio Continental
Na busca de outras maneiras para derrotar ou enfraquecer os ingleses, o Império Francês impôs o Bloqueio Continental em 1806, onde Napoleão impunha que todos os países europeus deveriam fechar seus portos para o comércio com a Inglaterra, enfraquecendo as exportações do país e causando uma crise industrial.
Um problema que afetou muitos países que participaram do Bloqueio continental era que a Inglaterra, que já tinha passado pela Revolução Industrial, estava com uma firme produção de produtos industriais, e muitos países europeus ainda não possuíam produção industrial própria, e dependiam da Inglaterra para importar este tipo de produto, em troca de produtos agrícolas.
A França procurou-se beneficiar no Bloqueio continental com o aumento da venda dos produtos produzidos pelos produtores franceses, aumentando as exportações dentro da Europa e no mundo. A fraca quantidade de produtos manufaturados deixou alguns países sem recursos industriais.

Mapa com o limite do bloqueio continental e conquistas e derrotas de Napoleão.

Derrota francesa na Rússia
Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo czar Alexandre, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia. Entra em Moscou e, durante a retirada, o frio e a fome diminui grande parte do Exército francês. Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por setores descontentes da burguesia e da antiga.

Invasão dos aliados na França e derrota de Napoleão
Tem início então a luta da coalizão européia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador é obrigado a abdicar.

Governo dos Cem Dias
O Tratado de Fontainebleau, de 1814, afasta Napoleão da ilha de Elba, de onde foge no ano a seguir. Desembarca na França com um Exército e reconquista o poder. Inicia então o Governo dos Cem Dias. A Europa reunida prossegue a sua luta contra o Exército francês. Napoleão entra na Bélgica em Junho de 1815, mas é derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo e renuncia pela segunda vez, pondo fim ao Império Napoleônico.

Congresso de Viena
O Congresso de Viena foi uma conferência entre embaixadores das grandes potências européias que teve lugar na capital austríaca, entre 1 de Outubro de 1814 e 9 de Junho de 1815, cuja intenção era a de redesenhar o mapa político do continente europeu após a derrota da França napoleônica na primavera anterior, bem como restaurar aos respectivos tronos as famílias reais derrotadas pelas tropas de Napoleão Bonaparte e firmar uma aliança entre os signatários.

Os termos de paz foram estabelecidos com a assinatura do Tratado de Paris (30 de Maio de 1814), no qual se estabeleciam as indenizações a pagar pela França aos países vencedores. Mesmo diante do regresso ex-imperador Napoleão I do exílio, tendo reassumido o poder em França em Março de 1815, as discussões prosseguiram, concentradas em determinar a forma de toda a Europa depois das guerras napoleônicas. O Ato Final do Congresso foi assinado a 9 de Junho de 1815, nove dias antes da sua derrota final de Napoleão na batalha de Waterloo.

Diretrizes do Congresso
Momento de reação conservadora na Europa, articulado na presença de representantes dos diversos países vencedores de Napoleão, o objetivo declarado deste fórum era o de solucionar os problemas suscitados no continente desde a Revolução Francesa (1789) e as conquistas napoleônicas. Em linhas gerais pretendia-se:

- Refazer o mapa político da Europa, recriando ou suprimindo Estados;

- Restaurar o Antigo Regime, a ordem feudal e absolutista em todas as regiões afetadas pelos ideais liberalistas franceses desde 1789;

- Restabelecer um equilíbrio europeu, procurando impedir que um único país fosse suficientemente forte (como a França o fora) para derrotar militarmente todos os demais países europeus unidos;

- Restaurar as antigas monarquias depostas a partir de 1789. Sob o Princípio da Legitimidade, retornaram ao poder os Bragança em Portugal, os Bourbon na França (Luís XVIII) e na Espanha (Fernando VII), os Orange na Holanda, e os Sabóia no Piemonte.

- Redistribuir os territórios conquistados pela França desde 1789 e punir com a perda de terras os aliados de Napoleão Bonaparte. Pelo Princípio das Compensações os maiores beneficiados foram as potências responsáveis pela vitória militar sobre a França: Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria. Para não desmembrar o território continental francês, essa potências obtiveram compensações territoriais em outras regiões.

Na verdade, sobraram terras na Europa sem um Estado para ocupá-las. O Congresso de Viena, de fato, não conseguiu restaurar os governos políticos antes das Invasões Napoleônicas.

O Congresso de Viena representou uma tentativa das forças conservadoras européias para deter o avanço do Liberalismo e do Nacionalismo de diversos povos (poloneses, belgas, finlandeses, gregos e outros) que se encontravam dominados politicamente pelos impérios então existentes. Também serviu como um instrumento de contenção dos movimentos revolucionários liderados pela burguesia.

Material reproduzido do blog do professor ADRIANO FERREIRA MOREIRA

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Qual o caminho a seguir?




Ultimamente tenho observado com desprazer a grande profusão de mensagens políticas postadas nas redes sociais, agredindo quem as lê com termos chulos e demonstrações de vulgaridade explícita, cujo objetivo manifesto é demonizar grupos e facções e canonizar outras, cada lado tentando convencer que possui a varinha mágica ou a poção que vai varrer do país todas as suas mazelas.
                         Nessas mensagens está sempre embutida a ideia de que tudo de mal que existe é sempre culpa do lado contrário e o que é pior, alguns que durante muito tempo usufruíram do poder, contribuindo para a realidade que hoje se apresenta, apostam na falta de memória das massas para vender a imagem de "salvadores da pátria".
                         Os que hoje bradam de forma furiosa contra a corrupção e a malversação do dinheiro público, esquecem, talvez por conveniência, que tal prática existe desde a época em que estas terras eram colônia, se constituindo numa herança perversa absorvida ávida a prazerosamente por uma elite que sempre achou que trabalho é coisa de seres inferiores e que conseguir o que se quer usando de “atalhos” é sinônimo de inteligência e esperteza, o que originou a abominável expressão “jeitinho brasileiro”, que nada mais é senão sinônimo de safadeza.
                         Para citar alguns exemplos recentes na história do país houve, ainda sob a égide do regime militar, o tristemente famoso escândalo da mandioca ocorrido em Pernambuco no final dos anos 70 e que resultou até no assassinato de um procurador de justiça, já nos anos 80 proliferaram escândalos financeiros, como os dos grupos Coroa Brastel e Delfin, e dos Bancos Nacional e Econômico (este último de propriedade de um ex-ministro de estado), sem falar do à época célebre escândalo dos anões do orçamento isso já nos anos 90. Para os que não lembram o chefe dos anões, deputado João Alves, declarou ter sido premiado centenas de vezes na loteria para justificar seu patrimônio. Ah foi também nos anos 90 que se criou um programa de socorro aos pobres banqueiros nacionais que, estavam quebrados, o PROER, ou seja, enquanto a imensa maioria do país encontrava-se com salários arrochados ou desempregada, o governo da época socorria os pobres donos de bancos que, por ganância, incompetência ou coisa pior, estavam na bancarrota.
                         Urge percebermos que corrupção não é marca registrada de grupos ou facções, mas sim desvio de caráter, conduta criminosa que dever ser exemplarmente combatida com práticas cotidianas, pois, o sujeito que suborna o guarda de trânsito, que paga propina para obter facilidades em órgãos públicos, que frauda um concurso público, em nada se difere dos envolvidos no famigerado mensalão. É fundamental que a população tenha a percepção de que práticas danosas ao interesse social existem em todo lugar, o que as inibe é o combate eficaz, é a convicção de que constatadas as irregularidades e identificados seus autores, os mesmos não ficarão impunes, pois, é a impunidade a combustível que estimula sua continuidade, para isso necessariamente teremos que ter leis eficazes, o que só será possível se elegermos pessoas sérias e competentes, uma vez que serão elas as responsáveis pela elaboração de tais leis. O binômio seriedade e competência se constituiu em “conditio sine qua” para a realização desse objetivo. Não basta apenas um desses predicados, muitas pessoas apesar de sérias não possuem o conhecimento exigido para ocupar um cargo público, podendo ser enganadas em sua boa fé, outras, ao contrário, podem mostrar-se extremamente capacitadas, porém, com índole para o crime. Logo, conclui-se que a seriedade, a honestidade, deve andar de mãos dadas com a competência, se de fato se quer fazer desse um país de e para as pessoas de bem, sem apelos demagógicos, mas sobretudo sem arroubos de reacionarismo como tem sido observado em manifestações país afora, inclusive por alguns pretensos formadores(as) de opinião. Nesse processo assume especial relevância o papel de um poder a quem cabe administrar a justiça, o judiciário, que deve a todo custo conquistar a confiança da sociedade, pois, um judiciário fraco, desacreditado ou inepto, se constituiu em uma grave ameaça ao estado de direito e, consequentemente ao regime democrático.
P.S. Uma sociedade esclarecida pensa por si própria, não precisa que lhe formem as opiniões.
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012



O Silmarillion
Informações extraídas da Wikipédia.
    O Silmarillion (título original em inglês: The Silmarillion) é uma coletânea de trabalhos mitopoéticos de J.R.R. Tolkien que foi editada e publicada (após sua morte) por seu filho, Christopher Tolkien, em 1977, com assistência de Guy Gavriel Kay, que depois se tornou um notável escritor de fantasia. O Silmarillion, junto com os outros (Contos Inacabados, As Aventuras de Tom Bombadil, The Road Goes Ever On) trabalhos de J.R.R. Tolkien, formam uma abrangente, ainda que incompleta, narrativa que descreve o universo da Terra-Média junto com seus outros livros O Hobbit e O Senhor dos Anéis.
Depois do sucesso de O Hobbit, e antes da publicação d’O Senhor dos Anéis, os editores de Tolkien pediram uma continuação de O Hobbit e ele lhes enviou um rascunho d’O Silmarillion. Mas com um mal-entendido, o editor rejeitou o rascunho sem lê-lo completamente, e, como resultado disso, Tolkien começou a trabalhar no “A Long Expected Party” (Uma Festa Muito Esperada) o primeiro capítulo do que ele escreveu na época como “uma nova história sobre Hobbits”, o que acabou virando O Senhor dos Anéis.
O Silmarillion compreende cinco partes. A primeira parte, Ainulindalë (A Música dos Ainur), conta da criação de Eä, o “mundo que é”. Valaquenta (O Relato dos Valar), a segunda parte, dá a descrição dos Valar e Maiar, os poderes sobrenaturais de Eä. A próxima sessão, Quenta Silmarillion (A História das Silmarils), que forma a maior parte do livro, narra a história dos eventos antes e durante a Primeira Era, incluindo as guerras sobre as Silmarils (donde vem o nome do livro). A quarta parte, Akallabêth, relata a história da Queda de Númenor e seu povo, que tem seu lugar naSegunda Era. A parte final, Dos Anéis de Poder e a Terceira Era, é um breve relato das circunstâncias que levaram à e foram relatadas n’O Senhor dos Anéis.

As cinco partes eram, inicialmente, trabalhos separados, mas foi um desejo que Tolkien expressou, já idoso, de que eles fossem publicados juntos. Devido à morte de J.R.R. Tolkien antes de terminar de revisar as várias lendas que criou, Christopher, seu filho, juntou o antigo material escrito de seu pai para preencher o livro. Em alguns casos, isso significa que ele teve de criar material completamente novo para preencher as lacunas e incoerências na narrativa.
A série History of Middle-earth (História da Terra Média) forma doze volumes num raio-x do processo que levou ao Senhor dos Anéis e ao Silmarillion através do olhar inicial de J.R.R.Tolkien e de comentários de seu filho Christopher.
A literatura de Tolkien inspirou algumas das mais representativas bandas de rock do planeta em suas obras, vejam alguns exemplos:
    A banda alemã de Power Metal Blind Guardian se baseou na história de Silmarillion para escrever o álbum Nightfall in Middle-Earth
    O Marillion, grande banda neoprogressiva britânica, tem seu nome criado a partir do nome da obra de Tolkien e o som também é claramente inspirado naquele universo.
    O Led Zeppelin, também possui em suas letras algumas passagens dos livros de Tolkien como em Ramble On e Misty Mountain Hop.