Introdução
Acontecimentos ocorridos na Rússia imperial, que culminaram
com a proclamação em 1917 de um Estado soviético, denominado União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
A expressão Revolução Russa é relativa às duas revoluções
vitoriosas de 1917: a primeira, denominada Revolução de Fevereiro (março, pelo
calendário juliano, então usado na Rússia), levou à queda da autocrática
monarquia imperial. A segunda, denominada Revolução Bolchevique ou Revolução de
Outubro, foi organizada pelo partido bolchevique contra o governo provisório
instalado na primeira fase.
Antecedentes
No domingo, 22 de janeiro de 1905, fato considerado um dos
antecedentes da Revolução Russa de 1917, cerca de 200 mil cidadãos, sobretudo
trabalhadores, estavam reunidos em frente ao Palácio de Inverno em São
Petersburgo para manifestar pacificamente a necessidade de melhoria da sua
situação política e econômica. O tio do czar Nicolau II permitiu que as tropas
czaristas atirassem na multidão. Centenas de manifestantes foram mortos e
feridos. O massacre dos manifestantes provocou greves e manifestações por todo
o país, o que por sua vez, conduziu à Primeira Revolução Russa.
As reformas empreendidas, pelo czar Alexandre II, criaram
uma corrente a favor de uma mudança constitucional. Em 1898, foi fundado o
Partido Operário Social Democrata Russo (POSDR), que em seu segundo Congresso
(1903) já contava com duas facções divergentes: os mencheviques e bolcheviques.
A Revolução de Março
Nicolau II, o último czar da Rússia, não se destacou como
governante, porém acreditava firmemente que seu dever era preservar a monarquia
absoluta. Finalmente, viu-se obrigado a abdicar diante da grande reivindicação
popular por reformas democráticas. Nicolau e sua família foram executados pelos
bolcheviques em 1918.
Em março de 1917, foi realizada em Petrogrado (atual São
Petersburgo) uma manifestação comemorativa do Dia Internacional da Mulher, que
acabaria transformada em protesto contra a escassez de alimentos. As tropas
amotinadas uniram-se à manifestação. A incapacidade do governo em restabelecer
a ordem, levou o poder às mãos de um Governo Provisório, formado pelos membros
mais destacados da Duma estatal. A falta de apoio ao czar Nicolau II obrigou-o
à abdicação.
O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado
O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas
liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição
por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava
Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades,
estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo
poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os
bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a
Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro,
segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano,
adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin
acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do
Ocidente.
Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os
bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados
numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e
iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria
fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski
buscava fortalecer a moral das tropas.
No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16
de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê
Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme
manifestação, como demonstração de força.
O aumento do poder dos Bolcheviques
Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a
serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os
bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os
acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de
julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através
de um fracassado golpe de Estado.
Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada.
Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski,
então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de
formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria
coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro,
ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.
Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as
principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os
ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia
seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos
Sovietes.
O novo governo
O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou
reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das
decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do
Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a
convocação de uma Assembléia Constituinte. Lenin foi eleito presidente do
Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores
e, Stalin, das Nacionalidades.
Trotsky e Stalin
Trotsky e Stalin
Com a morte de Lenin, Josef Stalin tornou-se o dirigente máximo da União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas (URSS) de 1929 a 1953, após vencer a disputa com Trotsky, que foi morto no exílio no México por ordem sua. Stalin governou por meio do terror,
embora também tenha convertido a URSS em uma das principais potências mundiais com seus planos quinquenais, que investiram na industria de base.
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do
Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos
foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A
Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase
burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu
lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso
aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como
introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética
Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).
A guerra civil
Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à
formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o
controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a
União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os
territórios étnicos do antigo Império russo.
Curiosidade
Svetlana Iosifovna
Alliluyeva (em russo: Светлана Иосифовна Аллилуева), conhecida também pelo pseudônimo de Lana
Peters (Moscou, União Soviética, 28 de fevereiro de 1926) é uma escritora
russo-estadunidense. Filha mais nova do líder soviético Josef Stalin, Svetlana
causou furor internacional ao fugir para os Estados Unidos em 1967


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